Passa o poeta cantando
Os seus versos populares
E o músico tocando
Alegra todos os lares
Já o político "coitado"...
Não canta, nem assobia
Mas p'ra mal do nosso fado
Mete a mão onde não devia
No fim do mundo a bruma
No fim da vida a morte...
No fim saudade nenhuma
Não sei se será uma sorte
Disse por fim o poeta
Que não tinha que dizer
Deixando a obra incompleta
Para quem o queria ler
E veio a música depois
Com quem a podia dar
Dizendo que nós os dois
Deitamos o malandro ao mar
Mas, ele há sempre uma dança
Fragata, ou submarino
Ou uma santa aliança
P'ra inverter o destino
E não é que os malandros
Invertem todos os trilhos
Dos mais diversos meandros
P'ra roubarem nossos filhos
Depois de nos roubarem
Sonhos, anseios, afetos...
De nossos filhos enganarem
Irão roubar nossos netos
É tempo, pois, de acordar
Dizendo ao político mau
Hei-de deitar-te no mar
Mas antes dou-te c'um pau
Resolvemos o problema
Como anteas à "cachaporra"
Acabando com o dilema
Que nos tem "lixado"!... Porra!...
José Diogo Júnior
Com a finalidade de dar a conhecer alguma da minha poesia, criei este blog, onde todos podem comentar dentro do princípio do respeito mútuo.
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
sábado, 11 de abril de 2015
Poema Triste
Aminha mocidade crucificaram
Em cruz de verde pinho ornamentada.
Ao lado, foi minh'alma sacrificada
E nunca os algozes se explicaram.
Levaram com eles tudo o que roubaram
Em nome da Pátria violada.
Em nome do dever, esta cambada,
A mocidade de tantos crucificaram.
Hoje, envergonhados, fingem esquecer
Aqueles que cumpriram o seu dever...
As promessas, essas, ficaram por cumprir!...
A mocidade crucificada não morreu!...
Vive com o poeta que escreveu
Este poema triste... Que nos faz rir!...
José Diogo Júnior
Em cruz de verde pinho ornamentada.
Ao lado, foi minh'alma sacrificada
E nunca os algozes se explicaram.
Levaram com eles tudo o que roubaram
Em nome da Pátria violada.
Em nome do dever, esta cambada,
A mocidade de tantos crucificaram.
Hoje, envergonhados, fingem esquecer
Aqueles que cumpriram o seu dever...
As promessas, essas, ficaram por cumprir!...
A mocidade crucificada não morreu!...
Vive com o poeta que escreveu
Este poema triste... Que nos faz rir!...
José Diogo Júnior
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Fado Pardacento
No silêncio do meu fado
Vive um fado pardacento
De noite chora a meu lado
De dia ri como o vento.
E se procuro entender
Porque de noite não ri
Meu fado chora por ter
Tanta saudade de ti.
Tento então perguntar
Porque se ri como o vento
Depois do dia raiar...
Mas meu fado pardacento
Só se ouve assobiar
Na triste flauta do vento!...
José Diogo Júnior
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